sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Cristão e a Sociologia - David Lyon


Essa obra do renomado sociólogo cristao David Lyon é de fato um livretinho importantissimo para que todos os universitarios cristãos saibam que podem sim estudar essa disciplina e dar a ela outras conotacoes sob perspectiva crista biblica.

Muitos Cristãos ficam desnorteados quando se deparam com a sociologia. Alguns perdem a fé. Outros conseguem manter a fé, mas não sabem como juntar as duas coisas. São poucos os que conseguem utilizar os recursos da sociologia de maneira totalmente coerente com a fé cristã. David Lyon nos mostra que não precisamos temer a sociologia, provando aliás, que podemos aprender muito com seus insights.

O Cristão e a Sociologia - David Lyon

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Como Ser Um Herói Para Seus Filhos - Josh Mcdowell


Mais um livro sobre convívio familiar e criação de filhos sob uma perspectiva cristã biblica conservadora.Nao é um livro que indico em sua totalidade, porem ressalvo que boa parte do conteúdo tem sim boas dicas para pais que de fato querem formar seus filhos segundo padrões biblicos e morais do cristianismo.li mais esse livro do Josh Mcdowell bem afim de pegar algumas dicas aqui e ali para aplicar na criação de minha filha, o que achei muito interessante. O autor fala muito de como ser herói para seu filho, porem fala quase nada sobre correção Física e outras polemicas na criação de filhos ,e é isso que achei meio fraco. Porem como dicas para o dia a dia no convívio familiar o livro segue a mesma linhagem do autor em outros de seus livros, o que enriquece muito pelas dicas.


Amor, motivação e um plano de trabalho é tudo que precisam! Veja como a receita de verdadeiros pais, de Josh McDowell e Dick Day- baseada em 6 princípios bíblicos pode tranformá-los num genuíno herói para seus filhos. Em Como ser um héroi para seus filhos vocês aprenderão a demonstrar o tipo de compaixão, caráter e consistência necessários a um modelo positivo de vida.

Você descobrirá que um herói é prático, fiel e até divertido. Mas, acima de tudo, alguém preocupado em construir um tipo de relacionamento com o filho que lhe dará a condição de viver de maneira abundante e completa, mesmo num mundo hostil e perigoso. O que mais superpais poderiam desejar?

Josh McDowell é um preletor conhecido internacionalmente, escritor e professor da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo. Formou-se pela Faculdade de Wheaton e pelo Seminário Teológico Talbot. Escreveu mais de trinta livros, vários dos quais direcionados aos aspectos do lar e família.

Dick Day é conselheiro graduado em família, casamento e filhos e é um dos fundadores do Julian Center, em Julian, Califórnia. Leciona em diversos países e é co-autor com Josh McDowell.


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domingo, 11 de setembro de 2011

Pedro, Estêvão, Tiago e João - Estudos do Cristianismo não-Paulino - FF.Bruce


Ler algo do Erudito FF.Bruce é no minimo se alimentar no que existe de mais contundente nos estudos do N.T..Confesso que li essa obra com muito gosto, pq alem de muitos informçao o autor dialoga com o que a de melhor sobre esse assunto.


Embora Paulo seja a pessoa mais ligada à ascensão do Cristianismo e ao desenvolvimento de uma teologia cristã e prespectiva de vida distintas, ele não foi o único porta-voz da mensagem do evangelho no início do Cristianismo.

Diversos movimentos não-paulinos aconteceram logo no início da igreja Neste resumido, porém erudito, F. F. Bruce se propõe elucidar quatro deles, cada um destes está identificado com um líder: Pedro, Estevão, tiago e João.

O professor Bruce, apesar da escassez de documentos confiáveis sobre o Cristianismo não-paulino, interpretou com muita propriedade as poucas fontes encontradas nas cartas de Paulo, em Atos dos Apóstolos, nos Evangelhos e em outros escritos do Cristianismo primitivo para produzir uma obra envolvente e esclarecedora que suplementa seu famoso livro Paulo: o apóstolo da graça, sua vida, cartas e teologia (Shedd Publicações, 2003).

F. F. Bruce (1910 - 1990) aposentou-se da Universidade de Manchester (Inglaterra). É autor de muitos livros bíblicos e foi editor geral do Novo Comentário Internacional do Novo Testamento.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bipolaridade Espiritual


Por Igor Miguel,

Amo analisar como cristãos compreendem o mundo a seu redor. Claramente se pode diagnosticar a visão de mundo de um cristão ou de qualquer pessoa por máximas que saem de seus lábios. Há alguns dias ouvi de uma pessoa evangélica: "A oração é para o mundo espiritual e o dinheiro é para o mundo material". Minha consciência se afligiu imediatamente, senti uma dor no estômago e não consegui parar de pensar nesta afirmação. Estava diante de um homem que sofria de bipolaridade espiritual.


Qual é o problema desta frase? Fiquei pensando no tipo de cristianismo que este sujeito anda recebendo. Fiquei pensando nos pastores que o ensinam e o doutrinam. Fiquei pensando nas músicas que ele ouve, ou nos livros que lê, se lê. Ou ainda o pior, como ele lê a Bíblia? Enfim, em que Cristo este cristão crê.

Não questiono sua salvação. Mas, fico pensando quão perversa é a forma como alguns ditos seguidores de Jesus vivem e pensam.

Todo problema reside na visão de vida. Há pessoas que entregaram a vida nas mãos do dinheiro, empurraram a vida do Governo de Deus para uma outra coisa. Restringiram o governo de Deus a uma realidade virtual, criaram uma esfera metafísica, translúcida e imaginária, onde Deus atua, e excluíram Deus da própria santidade da vida.

Como se não houvesse espiritualidade na própria vida, a vida como um todo; como se comer, vestir, trabalhar, comercializar, amar, estudar, fossem dimensões autônomas, seres animados, demiurgos, energias cósmicas ou espíritos elementares. Deram tanta autonomia às coisas criadas que a oração não alcança o dinheiro, a deusa fortuna, torna-se senhora, ídolo. Deus não tem competência para lidar com a vida. Não tem competência para lidar com realidade da dimensão humana, ao contrário, está restrito à liturgia eclesiástica, aos coros, ao universo gospel, aos púlpitos. Por isso, para eles, fora da Igreja quem governa é o cão, é Mamom, são os encostos, a corrupção política e a imoralidade.

Ora, este não é o Cristo que creio, não é o Senhor a quem foi dado todo poder nos céus e na terra. Se é Senhor, governa, tem a chave da morte e do inferno, pois é Senhor da Vida. Senhor de toda vida. Não há nada que não esteja sob sua jurisdição, sob égide de seu poder. Tudo se dobra diante dEle, potestades, principados, tudo se curva.

O problema é que a vida foi achatada, segregada, colocada em um gueto, como se espiritualidade fosse uma coisa manca, sem criatividade, sem vitalidade. Um fóssil enterrado à sete palmos de dogmas, cânticos e orações cheirando a mofo. Ora bolas! Que fé é esta? Quem pregou este evangelho? Com certeza não é esta a boa-nova que saiu dos lábios do Messias judeu, não foram estas as palavras que saíram de Sião e espalharam-se por toda terra.

Jesus criou uma escola da vida, do carisma, da criatividade, de homens que coloriram o mundo com a vitalidade, que proclamavam liberdade na terra, como no Ano do Jubileu, onde prisões eram abertas e cartas de alforria eram distribuídas.

Até quando veremos cristãos restringindo todo potencial criativo de Deus ao gueto de uma espiritualidade quase esotérica, mística e hermética. Até quando se pode tolerar um mundo animado por Gaia, regido por avatares, energias cósmicas?

Ora, o mesmo Deus que criou, criou com palavras, com decretos, para por meio de sua ordem sustentasse toda existência em torno do que Ele é. Toda existência deve reverenciá-lo e reconhecê-lo como Senhor de toda Vida.

Fez a lua para marcar o tempo; o sol conhece a hora do seu ocaso. Dispões as trevas, e vem a noite, na qual vagueiam os animais da selva. Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento; em vindo o sol, eles se recolhem e se acomodam nos seus covis.Sai o homem para o seu trabalho e para o seu encargo até à tarde. Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. (Salmo 104:19-24).

Fonte: http://pensarigor.blogspot.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Criaçao e evolução estão em briga?


Por Eduardo Vaz


Entendo que para muitos irmãos o livro de Genesis possa parecer um tratado científico. Aliás, desde que o mundo teológico e filosófico foi assolado pelo Iluminismo e pelo Liberalismo, todos os dois chamados de A ERA DA RAZÃO, um frenezi surgiu na comunidade religiosa, que era, até então, unânime, forte e soberana. A razão à qual o iluminismo apregoava, era aquela que substituiria toda ingenuidade dos mitos e das crendices místicas, além de colocar o pensamento racional no seu devido lugar, afinal de contas, diante das descobertas científicas da modernidade, não necessitaríamos mais dessas ferramentas sobrenaturais para explicar os fenômenos naturais. Acreditava-se que os ideais iluministas de progresso e de crenças na capacidade humana iriam elevar a vida e a experiência humana ao ápice da evolução humana, material e tecnológica e que a religião seria logo descartada nesse processo assim que fosse sendo implementado. O projeto iluminista cria que em questão de pouco tempo a religião e, nesse caso especifico, o cristianismo, estaria fadada ao fracasso em pouco tempo. No campo da teologia, principalmente nos palcos Europeus do século XVII, XVIII e XIX acontecia um caloroso recebimento do liberalismo que dentre outras coisas tinha na sua base a negação de tudo que não fizesse parte do escopo iluminista deveria ser eliminado ou, num sentido mais pratico, deveria ser entendido de forma diferente do que a mentalidade primitiva dos escritores bíblicos. Com isso a “paulada” veio sobre doutrinas básicas como: Ressurreição de Jesus dos mortos, nascimento virginal de Jesus, o pecado original e outras questões básicas da fé. Vale ressaltar que é dentro desse momento que tem seu auge a teoria da evolução das espécies, do zoólogo Charles Darwin e que, de forma ímpar, propõem uma solução independente do posicionamento da Igreja, e que daria condição de responder de maneira crítica a toda gama de espécies que surgiram no planeta. Tentem imaginar como essa teoria foi recebida na época pelos cristãos de todo mundo. Vocês talvez não tenham condição de perceber, mas foi como um meteoro chocando contra a Terra. Logo logo, um grupo de teólogos precisavam dar respostas para esse tema e com isso surge o criacionismo moderno que nada mais é do que uma tentativa de não deixar que o evolucionismo minasse a fé da igreja em um Deus Criador e soberano. Com isso eles usaram o livro de Gênesis como ponta pé inicial para sua defesa básica contra um forte inimigo cultural. O criacionismo nunca foi um movimento que surgiu com o alvo de se fazer boa ciência, mas sim como resposta ao evolucionismo de Darwin. Alguns teóricos do criacionismo usam os cientistas cristãos do passado como base para argumentar que eram criacionistas, mas longe disso, todos eles eram impulsionados por aquilo que chamo de “A ajuda cristã para a ciência”, pois talvez, se não fosse o cristianismo com sua idéia de que a criação não é Deus, e por isso era passível de ser investigada, o mundo estaria até um bom tempo sobre a cosmovisão pagã da época, onde se divinizava os elementos da natureza, impossibilitando a ciência como temos hoje. Os mais importantes cientistas antigos eram em sua grossa maioria cristãos sérios, que criam em um DEUS criador, e que se lançavam às descobertas mais pormenorizadas desses detalhes. O alvo sempre foi descobrir como as coisas de Deus surgiram e não usar Deus como uma lacuna para conhecimento. Até então, tudo que se fazia era colocar Deus na falta de conhecimento adequado para aquela explicação, mas quando isso era preenchido com algum achado, Deus deixava de ser necessário. Desde cedo eles tinham uma fé inabalável de que, fosse como fosse, tudo tinha vindo por meio de inteligência divina, porém os fenômenos para esses surgimentos precisavam de explicações, pois se a criação tinha um ser racional por traz de tudo, então era possível ser desbravada com o uso da razão doada aos humanos por Deus.

Querem chamar os primeiros cristãos cientistas de criacionistas, mas o cunho dessa palavra a meu ver não cabe aqui. Se como criacionistas queremos dizer que eles criam nessa teoria proposta pelos norte americanos fundamentalistas eu diria que não, mas se a idéia é apenas dizer que eles criam num Deus criador, acho que cabe. Porém o termo é bem característico do movimento que crê numa terra de pouco mais de 6 mil anos e que teve todo seu desenrolar criacional em 6 dias apenas de 24hrs, e aqui eu diria que não caberia o uso do termo. Escritos mais antigos de um dos Pais da Igreja, Agostinho, já afirmava séculos antes do período cientifico moderno, e séculos antes dessa turma do criacionismo, que Genesis não era um tratado cientifico e que nunca poderíamos nos prender a uma única forma de ver a coisa. Ele “morria de medo” de que o povo de Deus se fechasse e ignorasse as descobertas mais atuais sobre a verdade da natureza. Dizia: “... a tese de que o sistema heliocêntrico não contradiz a Bíblia. Tudo não passou de exagero desfundamentado. Normalmente, mesmo um não-cristão sabe alguma coisa sobre a terra, os céus e outros elementos deste mundo, sobre o movimento e a órbita das estrelas e mesmo seus tamanhos e posições relativas, sobre eclipses previsíveis do sol e da lua, os ciclos do ano e das estações, os tipos de animais, arbustos, pedras, e assim por diante. Tais conhecimentos ele sustenta, tendo-os como certos por conta da razão e da experiência. Agora, é algo vergonhoso e perigoso para um infiel ouvir um cristão que tira conclusões precipitadas a respeito do sentido das Sagradas Escrituras e diz bobagens sobre esses tópicos; e devemos empregar todos os meios para evitar esse tipo de situação constrangedora, na qual as pessoas mostram seu vasto desconhecimento sobre os cristãos e faz pouco deles. É muita vergonha, não porque um indivíduo ignorante é ridicularizado, mas porque as pessoas que não conhecem a religião acham que nossos sagrados escritores sustentam tais opiniões e, infelizmente para aqueles por cuja salvação trabalhamos arduamente, os autores de nossas escrituras são criticados e rejeitados como se fossem homens ignorantes. Se encontrarem um cristão cometendo um erro em um campo que eles conheçam bem e o ouvirem defendendo suas opiniões idiotas sobre nossos livros, como acreditarão nesses livros e em assuntos referentes à ressurreição dos mortos, à esperança de vida eterna e ao reino dos céus, quando pensam que suas páginas se acham cheias de falsidades sobre fatos que eles aprenderam pela experiência à luz da razão.”
Você pode estar se perguntando: Mas irmão, onde você quer chegar com esse texto? Minha intenção é simplesmente Dizer que já fui criacionista fundamentalista. Daqueles que lia Genesis achando que os autores do mesmo eram cientistas modernos, e que estavam ali, precisamente na parte introdutória nos dando um relato certinho de como Deus fez o mundo e tudo que há. Meu medo é de que alguns, quando tiverem um pouco mais de abertura mediante conhecimento, fiquem presos e até tenham conflitos com a fé. Eu mesmo, assim como meu amigo pessoal e também discípulo Fernando Braga (Doutorando em geografia) tivemos vários conflitos por ter que afirmar esse criacionismo para nós mesmos sem poder de forma inteligente e coerente dialogar com o que de melhor temos em ciência. Quero com isso dizer que, como estudante de geografia, eu penso que um cristão deve entender que a ciência sempre teve bons cristãos em sua equipe de pesquisadores, e que nenhum deles teve que cometer suicídio intelectual para ser cientista. Existe uma vasta gama de teólogos conservadores e cientistas que defendem que você não precisa deixar de crer em Deus para crer em evolução, e tem desenvolvido boas teses para dizer que, tenha o homem sido criado como foi, Deus é parte do processo maior. Precisamos ter abertura sensata para um dialogo com a cultura e com a ciência, se não, nossos esforços virarão contra nós mesmos. Você pode perguntar, mas Eduardo, você é evolucionista? Eu direi NÃO... Posso hoje dialogar com a ciência sem esses preconceitos de outrora, ate porque não precisamos mais do Deus das lacunas. Penso que boa ciência sempre chegara a verdades, e toda verdade é de DEUS, que é a verdade em Si. Creio que o ateu sim precisa que esse paradigma atual da ciência seja verdade, porque se não for eles estão fritos. Já nós, podemos ficar da janela sem preconceitos, esperando as novas descobertas, porque nenhuma delas terá como inferir posicionamento anti-Deus. Na verdade nosso inimigo não é o Evolucionismo, mas sim um troço inferido por filósofos materialistas, chamado naturalismo filosófico. Este se usa da evolução para dizer que ela é cega e que não tem nada alem da matéria. Eis ai o que me oponho ferrenhamente, pois isso é uma filosofia e não ciência. Nosso inimigo então não é o evolucionismo e sim o naturalismo filosófico. Um dos maiores cientistas evolucionistas, nome esse usado por todos os estudantes de biologia evolucionaria Theodosius Dobzhansky, que era um cristão convicto e um ferrenho evolucionista dizia assim: “A criação não é um evento que ocorreu em 4004 a.C.; é um processo que começou por volta de 10 bilhões de anos atrás e ainda continua. (…) Será que a doutrina evolucionária entra em atrito com a fé religiosa? Não. É um erro crasso confundir as Sagradas Escrituras com cadernos elementares de Astronomia, Geologia, Biologia e Antropologia. Somente quando são criados os símbolos para significar o que não pretendem é que podem nascer conflitos imaginários e insolúveis.”
Meu conselho é que não nos apeguemos aos paradigmas como nos apegamos à fé em Deus. Os paradigmas mudam e, se nossa confiança estiver neles, caímos juntos. Por isso me abro ao dialogo mas não me defino nada. Fico em cima do muro porque assim creio ser nossa postura. À medida que a ciência avança podemos ir dialogando com ela numa boa e sem medo. Ela nunca poderá tirar nossa fé em um Deus criador, mesmo afirmando o evolucionista. Mas aí à medida que afirmam o evolucionismo e juntamente o naturalismo filosófico, devemos nos posicionar, porque ai é filosofia e não ciência.
Louvo a Deus por homens dele que em meio a uma época de frieza para a fé, usam seu tempo para não brigar com a ciência, mas fazem dela algo para a gloria de Deus. Leio Genesis sem a pretensão de estar diante de um texto cientifico. Ali, o povo era primitivo, e a ciência ate então era mais de engenharia do que de biologia. Encontro ali a idéia de um Deus que fez tudo, porém, não os detalhes desse mistério. Tenho comigo que verdades eternas não mudam se a evolução for um fato. Fecho esse texto dizendo que não vejo mais uma guerra entre criação e evolução, mas uma guerra entre naturalismo filosófico e fé em Deus. Como dica deixo obras dos famosos cristãos contemporâneos sobre o tema: 1-Fundamentos do dialogo entre ciência e religião – Alister Mcgrath , 2- A Alma da ciência - Nancy R. Pearcey - Charles B. Thaxton, 3- Como ler Genesis – Tremper Longman III, 4- Ciência , Fé e Intolerância- Phillip Johnson

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ore hoje!


Por Igor Miguel


Tenho buscado de Deus uma espiritualidade que lhe agrade. Não quero uma espiritualidade pietista, subjetivista, eu quero me sentir como indivíduo, porém, ligado a uma comunidade. Quero me sentir como membro de um corpo, não fora dele.

Sempre me alegro quando o Espírito Santo me traz a consciência que estou unido com Cristo por mistério e graça. Que de alguma forma o batismo me revestiu de Jesus.

Quero uma espiritualidade em que a oração não é penosa, mas acolhedora e exortiva, simultaneamente confrontadora e consoladora. Quero orar guiado pela suavidade do Espírito Santo, que me conduz a consciência de que o pão e o vinho que segurei em minhas mãos na última ceia, anunciam a morte e ressurreição, o sepultamento e reconstituição, a morte do velho homem e surgimento de uma vida completamente nova.

Quero entoar salmos e cânticos espirituais, quero tanger a corda do meu coração cantando canções de amor e gratidão. Estou em busca de uma vida cheia do Espírito Santo, sensível, amorosa, honesta, que transpareça a graça que alcança todos os dias pecadores e homens altivos como eu.

Não quero ostentar meus feitos, minhas ações são fruto de graça, não são uma propaganda de uma religiosidade autônoma que ainda não entendeu a grandeza de Cristo. Jesus não pode ser um acessório, vulgarmente usado para justificar minhas pretensões religiosas, ao contrário, Jesus Cristo é o núcleo, a pedra angular, donde todas as coisas irradiam.

Quero uma espiritualidade cristocêntrica, fundada no Emanuel, naquele que revelou quem é Deus, projeção e expressão exata do Seu ser. Quero a eleição do Pai, a redenção do Filho e o selo do Espírito Santo (Efésios capítulo 1). Quero ser conduzido por uma vida consciente de que nossa história vem sendo conduzida por um Deus de amor soberano até que alcancemos aquilo que aquele homem judeu é: varão perfeito, Jesus Cristo homem e Deus.

Faça uma oração hoje!


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UNIÃO COM CRISTO
(uma oração puritana)

Ó PAI,
Fizeste o homem para tua glória,
e quando ele não serve a este propósito,
de nada serve;
Nenhum pecado é maior do que o pecado da incredulidade,
pois se a união com Cristo é o maior bem,
a incredulidade é o maior dos pecados,
é contrariar tua vontade;
Vejo que, seja qual for o meu pecado,
nada se compara a estar longe de Cristo pela incredulidade.
Senhor, livra-me de cometer o pecado
maior de me apartar dele,
pois aqui nunca poderei obedecer
e viver perfeitamente para Cristo.
Quando tu retiras minhas bençãos exteriores,
é por causa do pecado,
de não reconhecer que tudo que tenho vem de ti,
de não servir-te com tudo que tenho,
de sentir-me seguro e fortalecido em mim mesmo.
Bençãos legítimas tornam-se ídolos secretos,
e causam grande dano;
a grande injúria está em apegar-se ao ter,
o grande bem consiste em dar.
Por amor me privaste de bênçãos,
para que glorificasse mais a ti;
removeste o combustível do meu pecado,
para que eu pudesse apreciar
o ganho de uma pequena santidade
como a contrapartida de todas as minhas perdas.
Quanto mais te amo com um
amor verdadeiramente gracioso
mais desejo te amar,
e mais miserável sou na minha falta de amor;
Quanto mais tenho fome e sede de ti,
mais vacilo e falho em te encontrar;
Quanto mais meu coração está quebrantado pelo pecado,
mais oro para que ele seja quebrantado ainda mais.
Meu grande mal é que não relembro
os pecados da minha juventude;
de fato, os pecados de hoje, amanhã já os esqueci.
Livra-me de tudo aquilo que conduz à incredulidade
ou à falta do sentimento de união com Cristo.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions,
organizado por Arthur Bennett, p.20

Ensinando a Teoria da Evolução- Por Willian Lane Craig



Esse pequeno texto foi traduzido do site official do Craig respondendo a uma cristã que é professora e tem duvidas quando a ensinar a teoria da evolução nas aulas..Achei riquissimo!!!!



Ensinando a Teoria da Evolução
Sou uma professor de ensino médio de geologia e ciência ambiental. Tenho ficado muito desconfortável em ensinar o currículo que inclui as típicas “provas” da evolução. Estaria eu traindo a Cristo por cegamente repetir o que eles querem que eu diga? Eu poderia justificar minhas ações dizendo que eles devem “conhecer o inimigo”?

Qualquer ajuda será muito bem vinda!

Sucesso!

Sarah


Resposta do Dr. Craig:

Como estamos começando o segundo ano do site Reasonable Faith, eu acho que está é uma boa questão para ser abordada.

Sarah, eu acho que você tem uma oportunidade maravilhosa nas mãos! Ser um professor é uma tarefa sagrada. Repetir cegamente o que você não acha correto não é trair apenas a Cristo, mas também sua vocação como professora e também trair os pais e os estudantes que confiam em você.

Todos nós que ensinamos precisamos às vezes ensinar pontos de vista com os quais nós discordamos. Ao fazer isto nós temos a obrigação de apresentar estes pontos de vista de forma justa antes da crítica a eles. A teoria da evolução não é importante apenas cientificamente, mas ela é importante também na cultura, e nos dias de hoje é imperativo que nossos estudantes a entendam detalhadamente. Então você precisa ensinar a eles a teoria muito bem.
Mas isto não significa que você precisa apresentar falsidades como verdades. Ensine aos seus alunos que a teoria defende este e aquele ponto. Então discuta como a teoria se adéqua aos fatos. Apresente os prós e contras da teoria em termos naturalistas, então o aspecto religioso simplesmente não será tocado. Para dar um exemplo mais neutro, suponha que você esteja ensinando sobre cosmologia. Você discutiria um pouco sobre o quadro histórico anterior ao enunciado de Einstein da sua Teoria Geral da Relatividade. Então você mostraria a eles como Einstein aplicou sua teoria ao universo como um todo e quais predições ela acertou. Você falaria sobre as soluções que Friedman e Lemaitre apresentaram para as equações de Einstein para um universo em expansão. Você falaria sobre as descobertas empíricas que confirmaram esta teoria. Então você falaria sobre teorias alternativas, como a teoria do estado estacionário ou as teorias oscilatórias.

Por que você não pode fazer a mesma coisa ao ensinar a teoria biológica darwinista? Descreva os problemas e as perplexidades que Darwin encarou e qual teoria ele propôs para resolvê-las. Mostre como sua teoria originou precisou do apoio da genética de Mendel. Descreva como a teoria evolucionista se desenvolveu desde então. Então você poderá explorar os pontos fortes e os pontos fracos da abordagem neodarwinista. Você pode dizer que esta teoria é o paradigma que domina a biologia nos dias de hoje, e que ela é esmagadoramente aceita. Um bom exemplo desta abordagem é o livro editado por Stephen Meyer, Explore Evolution (Melbourne: Hillhouse, 2007).

Você não precisa citar Deus ou a criação ou mesmo a teoria do design inteligente. Apenas pese os méritos e os deméritos da teoria. Afinal de contas, rejeitar a teoria evolucionária neodarwinista não implica abraçar uma alternativa sobrenatural. Eu acho que nós podemos ficar razoavelmente confiantes que, dadas as inadequações explicativas dos mecanismos de mutação genética, até o fim deste século a teoria evolutiva atual terá se transformado em uma teoria evolutiva diferente, com mecanismo adicionais. Então todos dirão, como disseram antes, “Bem, todos nós sabíamos que os velhos mecanismo explanatoriamente deficientes, mas agora nós resolvemos este problema!”


Traduçào: Eliel Vieira

terça-feira, 19 de julho de 2011

ESCÂNDALO: A CRUZ E A RESSURREIÇÃO DE JESUS - D. A. CARSON


D. A. Carson faz uma análise e exposição de cinco textos bíblicos que falam do ponto central da fé cristã



Ficha Técnica:


Nesta obra, D. A. Carson faz uma análise e exposição de cinco textos bíblicos que falam do ponto central da fé cristã, a cruz e a ressureição de Cristo. O objetivo principal de Carson é expor o que as primeiras testemunhas da morte e da ressurreição de Jesus escreveram. As palavras dessas testemunhas estão preservadas na Bíblia, e os capítulos deste livro são exposições de cinco passagens da Bíblia que tratam desses assuntos.

O público principal para esta obra são pastores, líderes e estudantes que querem se aprofundar no tema da morte e ressurreição de Cristo. O livro é indicado para todo crente que procura adquirir um conhecimento mais aprofundado sobre o tema. Devido ao fato de que o livro é baseado numa série de mensagens de Carson, o texto possui um aspecto devocional e prático, uma mensagem calorosa, lúcida e perscrutadora, mas ao mesmo tempo não deixa de lado a rica exegese e a profundidade teológica que são características de D. A. Carson.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cansado(a) de Igreja?


Por Hermes Santos

Tem sido cada vez mais comum ouvir gente dizendo estar cansada de igreja. Acho que entendo a que se referem aqueles que dizem isso: parecem estar cansados desse exercício cotidiano de autoritarismo por parte de alguns líderes, travestido de 'autoridade espiritual'; da corrupção do ministério cristão algures, por ter cedido às exigências da cultura 'gospel' e da religião de mercado; da ignorância bíblico-teológica patente de alguns pregadores, alguns dos quais veiculados por grandes mídias; da prestidigitação em que se converteram alguns púlpitos evangélicos, verdadeira desgraça para a tradição cristã; etc.

Pra começar, então, imagino que não se refiram ao conceito de igreja, segundo o NT, a chamada "ekklesia" (para o latim "ecclesia" > port. igreja), isto é, comunidade dos santos, lugar por excelência onde se experimenta a vida cristã, aprimoram-se os dons (para serviço), e se corrobora para a formação do caráter propriamente cristão. Mas acredito que, por desespero ou por falta de paciência, alguns têm - como diz o adágio - "jogado a água suja fora com o bebê dentro", ignorando as virtudes e a necessidade de permanecer em comunidade para o exercício da fé, vendo apenas o que há de ruim, ou podre mesmo. Nesse caso, sugiro uma correção do olhar. Penso, então, que neste caso "estar cansado da igreja" só pode significar "estar cansado" do outro, da vida comunitária, da partilha, do exercício interessado e desinteressado do amor. Com tudo o que implica se reunir com pessoas semiconhecidas, amigas ou não, a igreja nos ensina a salutar arte do convívio, regada pela graça de Deus. O exercício da fé fora de uma comunidade cristã consiste em pretexto para não amar e ser amado, com a exigência que nos faz de doar o que e quem somos para nossos irmãos e irmãs.

Não há lugar para abatimento e desistência no meio da caminhada; quem abraçou o discipulado insiste com a própria incapacidade de acolhimento e luta contra as forças mundanas da dispersão. Busca remover os obstáculos à fé com a oração (nossa e a dos outros que nos suportam em amor), com a partilha, com a esperança de que o mundo se torne mais de Deus e menos nosso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Modelos extraídos do ambiente- A casa na Igreja Primitiva




Extraído do Livro: Os primeiros Cristãos Urbanos- Wayne A.Meeks
Editora: Academia Crista/ Paulus


Os lugares de reunião dos grupos Paulinos , e provavelmente da maioria de outros grupos cristãos primitivos , eram casas particulares. Em quatro lugares das epistolas Paulinas comunidades especificas são designadas pela frase He kat`oikon ( + pronome possessivo ) ekklesia, que podemos tentar traduzir como “a assembleia na casa de fulano” 1 Cor 16:19, Rm 16:5 etc...
Uma íntima conexão com casas existentes também é sugerida por 1 Cor 1:16, onde Paulo diz que batizou a [ casa oikos ] de Estéfanas , e depois , na mesma carta 1Cor 16:15 , onde se recomenda a casa [ oikia ] de Estéfanas como sendo as primícias da Acaia, cujos membros se dedicaram ao serviço dos santos.
A conversão de alguém “com toda a sua casa”é mencionada varias vezes no livro de atos dos Apóstolos também. As epistolas igualmente mencionam outros grupos , não necessariamente fundado por membros do circulo Paulino , que são identificados pelas casas de Aristóbulo e Narciso (Rm 16:10). As listas em Rm 16:14s de Asincrito , Flegonte , Hermes, Pátrobas e Hermas; Filólogo, Júlia , Nereu e sua Irmã ; e Olimpas provavelmente representam membros de outras três casas de Cloé (1Cor 1:11) e até na casa de Cesar (Fl 4:22). A estrutura local dos grupos cristãos primitivos estava assim ligada ao que comumente era encarado como a unidade básica da sociedade.
A frase kat`oikon não designa simplesmente o lugar em que a ekklesia se reunia , embora as traduções mais comuns costumem ser “a igreja na casa de fulano”. Para isso, em oiko seria a expressão mais natural ( ver 1 Cor 11:34, 14:35). E mais: Paulo provavelmente uma kat`oikon para distinguir esses grupos baseados em casas individuais da igreja inteira (hole He ekkelsia), que podia também reunir-se ocasionalmente( 1 Cor 14:23, Rm 16:23, 1 Cor 11:20 ), ou das manifestações ainda mais amplas do movimento cristão , para as quais ele usaria o mesmo termo ekklesia.
A kat`oikon ekklesia é assim a célula básica do movimento cristão , e seu núcleo era muitas vezes uma casa existente. Como vimos anteriormente , a casa era muito mais ampla do que a família nas sociedades ocidentais modernas, incluindo não só parentes próximos , mas também escravos, libertos , trabalhadores contratados e , algumas vezes , atendentes e parceiros no comercio ou na profissão.
No entanto , a kat`oikon ekklesia não era simplesmente a casa onde as pessoas se reuniam para oração; ela não correspondia rigorosamente aos limites da casa. Outras relações preexistentes , como operações comerciais comuns, também são sugeridas nas fontes e, certamente , novos convertidos deviam ter sido acrescentados ás comunidades existentes na casa. Alem do mais , havia grupos formados nas casas dirigidas por não cristãos , como no quadro mencionado em Rm 16:10,11,14,15 , sem citar a família caesaris. Inversamente , nem sempre todos os membros de uma casa se tornavam cristãos quando o seu chefe se convertia ao cristianismo , como o caso de Onésimo mostra .
O numero de tais assembléias em casa realizadas em cada cidade deve ter variado de um lugar para outro e de uma época para outra, mas podemos afirmar que havia ordinariamente várias em casa local. Em Corinto, por exemplo, Paulo dá especial importância á casa de Estéfanas , como já vimos. O livro dos Atos menciona, além de Áquila e Prisca , que logo se mudaram , Tito Justo que hospedou Paulo, e a conversão de toda a casa de Crispo, At 18:10. Gaio, antes de hospedar...toda a igreja Rm 16:23, provavelmente hospedou um dos grupos de casa. A assembléia domestica na casa de Filemon aparentemente não incluía toda igreja de Colossas ; o mesmo devia acontecer com a assembléia que se reunia na casa de Ninfa, não a única em Laodiceia Cl 4:15.
A adaptação dos grupos cristãos á casa acarretava certas implicações tanto na estrutura interna dos grupos quanto para seu relacionamento com a sociedade mais ampla. O novo grupo era . portanto, inserido numa rede de relacionamentos já existentes ou superpostos a ela, esses relacionamentos eram de cunho tanto interno- parentesco, clientela e subordinação -, quanto externo – laços de amizade e talvez ligações decorrentes da ocupação ou profissão .
A casa como local de encontro , propiciava alguma privacidade , certo grau de intimidade e estabilidade de lugar. Todavia , ela também gerou o potencial para o surgimento de facções dentro do corpo cristão de uma cidade. Podia bem ser que as facções incipientes a que Paulo se dirigia em 1Cor 1-4 estivessem baseadas em diferentes casas.
O contexto da casa também provocou alguns conflitos mo exercício do poder e na interpretação das funções na comunidade . O chefe da casa , segundo as expectativas normais da sociedade , deveria exercer alguma autoridade sobre o grupo e deveria ter alguma responsabilidade legal sobre ele. A estrutura do oikos era hierárquica e o pensamento político e moral contemporâneo encarava a estrutura das funções superiores e inferiores como sendo básica para o bem estar de toda sociedade.
A centralidade da casa tem implicação posterior para entendermos a missão Paulina: ela mostra como são inadequadas nossas concepções individualistas modernas de evangelização e conversão. Se a casa existente era a célula básica da missão, então deduzimos que os motivos básicos para alguém passar a integrar a ekklesia provavelmente variaria de um membro para outro. Quando uma casa se convertia ao cristianismo mais ou menos em bloco, nem todos os que adotavam as novas praticas faziam-no com o mesmo grau de compreensão e de participação . A solidariedade social deveria ser mais importante para persuadir alguns membros a serem batizados do que o seriam a compreensão ou as convicções sobre crenças especificas. Qualidades e graus diferenciados de compromisso com o grupo no principio não seriam de admirar.