terça-feira, 5 de abril de 2011

Dezenove semanas de amor - Por André Venâncio


Amados leitores, lendo o blog da Norma Braga, dei de frente com uma historia que me serviu como liçao e afirmou mais uma vez o valor da vida...Colocarei ela na integra e cada um de voces analise e reflita:

Escrito por seu marido: André Venâncio

Dezenove semanas de amor


Os mandamentos de Deus são melhor lidos por olhos úmidos de lágrimas." (Spurgeon)

Soubemos da gravidez de minha esposa no começo de outubro, dias depois que um estranho mal-estar, ocorrido durante o culto dominical matutino, nos levou a suspeitar dessa possibilidade. Foram momentos de intensa alegria. Pouco tempo depois, no entanto, a ocorrência de alguns sangramentos ameaçou a nova vida humana que se instalava entre nós. A médica recomendou o repouso absoluto da Norma, o que significava sair da cama só para ir ao banheiro. Além da dedicação necessária ao novo emprego, precisei encarregar-me das compras, dos gatos, das tarefas da cozinha (que foram a pior parte), de levar à cama tudo de que ela precisasse, desde água até cotonetes - de todos os detalhes, enfim. Eu deixava o café da manhã semipronto para ela antes de sair para o trabalho, vinha correndo na hora do almoço com comida comprada em algum lugar para comer com ela e voltar correndo ao trabalho, e sobrou-me um tempo praticamente nulo para qualquer outra coisa. A pesada carga de tarefas que se abateu sobre mim só não foi pior que a total ausência de tarefas de minha esposa, que enfrentou o desafio oposto: sem poder sequer se sentar, restaram-lhe o tédio da quase total imobilidade e, ao menos em parte do tempo, a solidão. Além disso, tivemos de suspender o sexo e abrir mão de algumas noites de sono, no todo ou em parte. Muitas pessoas oraram por nós três em muitos lugares. Tudo isso deu resultado: os sangramentos pararam e a placenta voltou ao normal. A ultrassonografia seguinte nos permitiu respirar aliviados.

Em dezembro, na décima quarta semana de gestação, os exames revelaram uma hidropsia fetal, um acúmulo de fluidos no corpo do bebê que podia impedir o desenvolvimento adequado dos órgãos, levando à morte. Desta vez, porém, exceção feita às orações, não havia nada que pudesse ser feito. Sem perder a esperança, mas também sem qualquer garantia quanto ao futuro, passamos o Natal e o Ano Novo na expectativa do que os novos exames revelariam na primeira semana deste mês. E eles trouxeram más notícias: a hidropsia progrediu, tomando todo o corpo do bebê, incluindo a região do coração e dos pulmões. Vimos na tela do ultrassom, cheios de tristeza, o corpinho deformado pelo inchaço generalizado. No dia 13 de janeiro, um novo exame revelou que o coração já batia com fraqueza e lentidão, prenunciando a morte iminente. E dois dias depois, no dia em que a gravidez completaria dezenove semanas, foi enfim constatada a morte do nosso bebê. Trocamos bem poucas palavras no trajeto para casa e, tendo chegado, fizemos a única coisa que havia a fazer: abraçamo-nos e choramos longa e dolorosamente.

Naquele mesmo dia, lembrei-me do único poema que já li sobre um bebê morto antes do nascimento, escrito pelo inglês G. K. Chesterton (1874-1936). Sempre o considerei um belo poema; nele o bebê expõe a situação de sua própria perspectiva, imaginando, das trevas do ventre materno, como seria sua vida neste mundo, se tivesse chegado a nascer. Transcrevo-o abaixo. Fiz uma tradução, não muito boa, mas suficiente para os leitores que porventura não saibam ler em inglês. Aos que sabem, recomendo a leitura do original, que se encontra logo em seguida.

Pelo bebê que não nasceu

Se as árvores fossem altas e a grama baixa,
como em algum conto maluco,
se aqui e ali houvesse um mar azul
que se estendesse para além do horizonte,

se um fogo constante pendesse no ar
para me aquecer o dia todo,
se cabelos verdes crescessem nas colinas,
eu sei o que eu faria.

Na escuridão eu vivo, sonhando que existem
grandes olhos, amáveis ou frios,
e ruas tortuosas, e portas silenciosas,
e homens vivendo por trás delas.

Que venham as tempestades: viver uma hora
tendo saído à luta e às lágrimas
é melhor que todas as eras em que tenho
governado os impérios da noite.

Penso que se me deixassem
entrar e ficar no mundo,
eu seria bom durante o dia todo
que passasse nessa terra encantada.

Eles não ouviriam de mim uma palavra sequer
de egoísmo ou de desdém,
se eu apenas tivesse encontrado a porta,
se eu apenas tivesse nascido.


By the Babe Unborn

If trees were tall and grasses short,
As in some crazy tale,
If here and there a sea were blue
Beyond the breaking pale,

If a fixed fire hung in the air
To warm me one day through,
If deep green hair grew on great hills,
I know what I should do.

In dark I lie; dreaming that there
Are great eyes cold or kind,
And twisted streets and silent doors,
And living men behind.

Let storm clouds come: better an hour,
And leave to weep and fight,
Than all the ages I have ruled
The empires of the night.

I think that if they gave me leave
Within the world to stand,
I would be good through all the day
I spent in fairyland.

They should not hear a word from me
Of selfishness or scorn,
If only I could find the door,
If only I were born.

Amo esse poema porque ele capta de maneira mui sensível, além de literariamente magistral, a razão pela qual a vida humana deve ser preservada desde o ventre - e, por conseguinte, denuncia com toda a força a hediondez do crime que é o aborto. O poema evoca oportunamente o velho tema da pureza infantil. Não se pode prever que tipo de personalidade humana emergirá daquele misterioso organismo. É deveras pertinente a consideração feita pelo bebê do poema sobre sua própria bondade: se ninguém pode acusá-lo de crime algum, não é justo condená-lo. Ninguém tem o direito de sentenciar um feto à morte, nem de julgar em nome dele se esta lhe é preferível à vida. Acima de tudo isso, paira o fato óbvio (ou que deveria sê-lo) de que uma vida humana não pertence a nenhum outro ser humano.

Naturalmente, nada do que acabo de dizer descreve bem a situação de nosso filho. A principal diferença reside no fato de que ninguém lhe fez mal algum, nem pretendeu fazê-lo. Ao contrário, nosso bebê foi muito amado, e fizemos tudo o que pudemos - e que, na verdade, não foi tanto assim - para conservá-lo conosco. Foi o próprio Deus quem o levou, e ninguém mais. E isso faz toda a diferença, pois Deus, na qualidade de autor da vida, é o único que tem direitos irrestritos sobre ela. Oito meses atrás, ao redigir a página de agradecimentos de minha dissertação de mestrado sobre o diagnóstico de doenças em laranjeiras, fiz uma menção algo bem-humorada ao "Deus Trino, Autor de toda vida, humana ou cítrica". Eu nem sonhava em quão cedo as pesadas implicações desse fato se manifestariam em minha própria família. O Senhor exerceu seu direito exatamente conforme a descrição de Moisés em seu famoso salmo sobre a transitoriedade da vida humana: "Tu reduzes o homem ao pó e dizes: tornai, filhos dos homens". O versículo evoca com fidelidade a linguagem do Gênesis, na ocasião em que Deus amaldiçoou Adão: "No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás". Moisés se referia ao poder que Deus possui e exerce de fazer tornar ao pó a vida humana que Ele mesmo criara - dezenove semanas antes, no caso em questão. E aqui nosso dever é o de responder como Jó, que não perdeu um bebê no ventre, e sim dez filhos já crescidos, além de todos os seus muitos bens: "o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor".

Da mesma forma, diante da santidade de Deus não cabem considerações sobre a pureza das crianças, ou de quem quer que seja. A revelação divina não endossa os desvarios de alguns pensadores sobre uma suposta neutralidade moral inata do homem. "Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe": eis o testemunho bíblico acerca do estado moral do bebê, do feto, do embrião, do zigoto. O poema de Chesterton fornece, por contraste, evidência adicional desse fato. Ele apresenta com grande beleza o sentimento de intensa gratidão que deveria inundar a vida de todo ser humano que tem o privilégio de vir a este mundo. Apesar de todos os terríveis efeitos do pecado, este universo é de fato tão belo que as promessas de bondade e de evitar toda palavra "de egoísmo ou de desdém" deveriam ser levadas muito a sério por todos os homens. Entretanto, não há uma criança - e muito menos um adulto - que não tenha agido precisamente da maneira oposta. As bem-intencionadas promessas do bebê do poema não enganam o observador arguto de nossa natureza. Nosso filhinho era um miserável pecador que, se não cometeu pecado algum, foi apenas por falta de oportunidade. Se Deus o tivesse conservado com vida, o combate constante à sua depravação, em atos e em orações, teria sido, por longo tempo, uma das prioridades fundamentais de nossa vida.

Não deve ser difícil notar que esta breve exposição teológica não tem nenhum componente abstrato e distante da realidade, especialmente para nós, os pais do bebezinho morto. E, longe de agravar nosso sofrimento, a convicção acerca desses dois pontos fundamentais da fé cristã - a soberania divina e a depravação humana - nos abre as portas para a mais sólida alegria possível numa situação como esta. Nosso bebê é um filho da aliança; é, portanto, um santo, não por alguma pureza que possuísse em si, mas por uma causa eficiente muito mais sólida e perene: a pureza de Cristo - o Cristo cuja gloriosa face minha criança veio a contemplar antes de mim. De modo que não posso deixar de me sentir alegre ao repetir as milenares palavras de Davi: "Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim".

Esse episódio tem me levado a pensar com frequência naquele audacioso repúdio do apóstolo Paulo a toda proporção entre as obras dos santos e a recompensa que recebemos de nosso Senhor: "nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação". Isso é verdadeiro de modo mui evidente na curta vida de meu filho, cujo único sofrimento foi uma hidropsia que não durou mais que algumas semanas. Os poucos gramas de fluido acumulado em seu corpinho lhe são agora, no máximo, uma lembrança muito leve. Quando penso no contraste entre a nulidade de suas realizações e a glória de seu destino final, agiganta-se aos meus olhos a manifestação da graça de Deus em sua pequenina vida, e por um momento quase cedo à tentação de invejá-lo. Mas não há o que invejar, já que minha própria condição é idêntica à dele. Meus méritos não são maiores, e tampouco é menor a eficácia da graça de Deus em mim. Se não sou capaz de ver isso com igual clareza em meu próprio caso, é apenas porque minha visão ainda se encontra turvada pelo pecado. A vinda e a partida de meu filho me levaram a uma compreensão mais profunda da misericórdia divina. Nos momentos de maior lucidez, ao menos, vejo que meu bebê e eu estamos exatamente na mesma situação. Nossa recém-formada família já se encontra dividida pelo abismo da morte, mas está unida para sempre sob o cetro de um mesmo Rei, sob a sombra do mesmo amor derramado na cruz.

Nada disso anula nosso sofrimento. Há tempo para tudo, e agora é tempo de chorar. E temos chorado. Minha esposa e eu lutamos pela vida de nosso filho, conversamos com ele, oramos por ele, choramos por ele e sonhamos com ele. É claro que sentimos saudades dele. E é claro que foi para mim uma experiência dolorosa ver seu corpinho sem vida e deformado pela hidropsia. Já vi muitos defuntos, mas nunca vira a morte de tão perto. Jamais ela atingiu alguém que estivesse tão junto ao meu coração e ao meu corpo. Em decorrência disso, a morte me é hoje uma entidade menos abstrata. Agora tenho uma compreensão mais exata do quanto ela é terrível e do quanto são tolos aqueles que procuram jamais pensar nela. Vislumbrei o justo desespero que eu sentiria diante da morte se esse último inimigo não tivesse sido derrotado por Cristo na cruz. Mas é exatamente porque não posso desconsiderar esse evento que a tristeza não pode ir além de certo ponto. Nesta hora de lágrimas, a vitória que Cristo conquistou para minha família não é mero consolo, e sim causa de uma intensa e positiva alegria que coexiste com a dor em meu coração.

Sofro porque meu filho partiu tão cedo, pela intimidade que não chegamos a ter, pelas muitas alegrias (e algumas dores de cabeça) que não terei mais, por tudo o que eu teria aprendido com ele, por todos os momentos com que sonhei e que jamais acontecerão. É como se nossa vida tivesse empobrecido de repente. É justo chorar por tudo isso. Mas não há nenhuma necessidade de chorar por meu bebê, como se ele fosse uma vítima inocente de um destino cruel, nem de queixar-me das injustiças deste mundo, no qual tantos perversos incorrigidos passam vidas longas e saudáveis. A verdade é o oposto exato disso tudo: meu filho se foi deste mundo mau sem que ninguém lhe tivesse feito mal algum. Deus foi maravilhosamente bom para ele. Sua morte foi preciosa aos olhos de meu Senhor, que o alcançou com sua graça salvadora. Todo pai deseja que seu filho seja bem-sucedido. Pois o meu foi, naquilo que pode haver de mais importante. E isso muito me alegra nesta hora de lágrimas.

Postado por Norma

quinta-feira, 31 de março de 2011

As Cartas para Dawkins - David Robertson




Caso voce tenha lido “Deus Um Delírio” do alucinado Neo-Ateu Richard Dawkins , e ainda não tenha lido nada que contrapôs de uma forma cristã seus argumentos, leia esse livro pois ele é de uma lucidez incrível, e de um bom senso e luz inimagináveis.
Este livro é uma coleção de cartas abertas críticas escritas em resposta ao Professor Richard Dawkins, a respeito de seu livro Deus, um delírio. O autor, David Robertson, tenta apresentar da maneira mais clara possível a falta de rigor com que Dawkins constrói o seu ataque ao cristianismo. Muito mais poderia ter sido dito para demolir o edifício de falácias construído por Dawkins sobre o falso fundamento do naturalismo, mas Robertson se contenta com uma refutação simples para atingir um público maior do que teria atingido se entrasse em uma discussão filosófica mais avançada.


"Eu li o manuscrito do livro. Ele é simplesmente ESPLÊNDIDO! Robertson fez um trabalho extraordinário.”

Samuel T Logan, Chanceler, Westminster Theological Seminary, Filadélfia

“O conteúdo é excelente. Trata-se de uma leitura divertida e cativante que procura ser caridosa quanto possível (com um oponente obviamente venenoso), mas que não deixa de apontar e expor os argumentos falaciosos, emotivos e frequentemente infantis empregados constantemente por Dawkins.”

Ligon Duncan, Pastor, First Presbyterian Church, Jackson, Mississipi

DAVID ROBERTSON é colunista, autor e pastor da St. Peter’s Free Church, em Dundee (Escócia).

Detalhes do produto:

Título: As Cartas para Dawkins
Autores: David Robertson
Tradução: Vanderson Moura da Silva
Revisão: Felipe Sabino de Araújo Neto
Capa: Raniere Maciel Menezes

Formato: 14 x 21cm
Nº de páginas: 162p.
Miolo em papel reciclato 75g
Capa em Cartão Supremo 250g
Editora Monergismo
Ano: 2009

obs: caso vc tenha interesse em le-lo e nao queria comprar, posso envia-lo em pdf.
Envie email solicitando o livro para : Eduardovazcouto@yahoo.com.br

terça-feira, 29 de março de 2011

Feito de modo especial e admirável – Philip Yancey / Paul Brand




Ter montado esse blog tem sido uma tarefa bem desafiadora para mim desde seu início. Se, por um lado, eu exporia meu gosto por ler, ouvir e pensar, por outro, eu não imaginava que seria também uma maneira de Deus me fazer rever meus conceitos sobre escritores, e até mesmo, aprender a ver e separar em tudo que leio, ouço ou penso, as coisas boas de cada um.

Comprei o livro do Yancey com Brand por puro oportunismo uma vez que o mesmo estava em promoção na livraria onde sou cliente. Além disso, meu amigo Eliel Vieira já havia comentado que seria um livro que eu pessoalmente iria amar, o que, de antemão fiquei curioso... Pronto!!!!! Comprei, guardei e disse a mim mesmo: Um dia leio se sobrar tempo.

Querido leitor, você pode estar se perguntando: Mas porque Eduardo ficar tão pé atrás com essa obra? Por quê? Preciso confessar que meu pé atrás não é com essa obra, mas com o Philip Yancey. Confesso que Yancey consegue ser ao mesmo tempo uma mescla de autor refrigério, com autor sindicalista. Como refrigério, posso dizer que suas obras, até meados dos anos 90, estão recheadas de lampejos do reino, lampejos esses que, somados a outros, me fizeram entender mais o Evangelho de Jesus. Mas, dos anos 90 para cá, Yancey tem sido um escritor sindicalista ao apontar todos os erros da Igreja, mas apresentando pouca solução prática. Isso, para mim, soa cansativo e repetitivo. Não é a toa que ele é o autor preferido de uma casta de pseudo-cristãos, rebeldes e sem causa, como se esse antagonismo fosse possível.

Indo ás páginas iniciais para poder conferir a data do livro em inglês e qual a primeira publicação, e faço isso a cada obra que leio, fiquei muito surpreso, pois consta o ano de 1980. Aí concluí, É O ANTIGO YANCEY.

Indo ao livro e com a ignorância de quem conhece pouco o corpo humano, pude beber nas analogias riquíssimas feitas por Paul Brand, médico e co-autor dessa obra. O livro passa por cada órgão humano desde as células, ate órgãos vitais, fazendo comparações com o corpo de Cristo. Quando eu já estava quase no meio, me perguntei: Mas isso aqui não parece Philip Yancey. Penso que essa obra apenas deva ter sido organizada por ele, uma vez que, como jornalista e escritor, é incalculável seu talento.

Se valendo de uma escrita simples e para leigos no assunto, Paul Brand dá um show no detalhamento biológico do corpo humano, fazendo a perfeita comparação com o corpo espiritual de Cristo, “A IGREJA”, e deixando claro que cada função em nosso corpo, desde a minúscula célula até o órgão mais complexo, tem funções incrivelmente mais importantes do que aparentam. Só essa comparação já nos faz pensar nas conseqüências de não darmos a devida atenção ao membro julgado menos importante no Corpo de Cristo.

Quero deixar claro que sou um fã do Yancey, mas infelizmente suas últimas obras não deixaram em mim uma boa impressão, causando assim um pouco de preguiça de lê-lo. Não quero dizer com isso, que ele, como cristão, seja alguém relaxado na fé que tem. Muito pelo contrario, seus bons comentários me fazem vê-lo como um referencial no mundo literário cristão.

Espero ter a oportunidade de, num futuro próximo, poder comentar uma nova obra dele, porém da maneira antiga que ele escrevia. Com ar mais profético e mais amigável com os de dentro e, também, evangelístico e salvador com os de fora.

Por Eduardo Vaz
Revisado por Renato Camargos

quinta-feira, 24 de março de 2011

DESGRAÇA DA GRAÇA


Estou postando essa materia do meu amigo pessoal Eneias, pois acho oportuno nesse momento, que algumas pessoas entendam o que alguns pseudo cristaos estao fazendo com o mal uso do que ELES chamam de graça,e que nós chamamos de GRAÇA BARATA,ou, DESGRAÇA DA GRAÇA..

DESGRAÇA DA GRAÇA: No Evangelicalismo brasileiro estamos superando o antigo legalismo das obras que afetava diretamente nossa pobre compreensão da doutrina da graça. Livros produzidos no Evangelicalismo Norte americano, trouxeram contribuições significativas para nossa reflexão desta doutrina, para citar os mais influentes : Maravilhosa graça, Philip Yancey; O despertar da graça, Charles Swindoll - que na década de 90 foi útil para minha libertação do legalismo denominacional, no contexto tupiniquim - e É proibido, Ricardo Gondim. Os mais influentes recentemente em nosso contexto talvez sejam: Enigma da graça, Sem barganhas com Deus (ambos de Caio Fábio).



Entretanto, com a superação do antigo legalismo parece que criamos um tipo de legalismo oposto, que pode também ser chamado de legalismo da graça, no qual a mente legalista diz trilhar algo completamente oposto ao que eu chamaria de CAMINHO DA GRAÇA... No caminho da graça, parece que está se desencadeando uma espécie de graça barata, como diria Bonhoeffer, uma graça que nega o preço da salvação, que custou a vida do filho de Deus, uma graça que justifica o pecado, mas não o pecador. Uma graça que não passa de uma confissão dogmática e nada mais, na qual tudo é permitido em nome do amor! E nada pode ser feito com negação do eu! Em que se faz rigorosamente uma distinção de santidade e moralismo, mas não se menciona que consequentemente a santidade tende a afetar a moralidade.



Neste novo entendimento da graça, Paulo se tornou a grande vítima nas mãos daqueles que dizem ter uma compreensão diferenciada de uma doutrina mal compreendida na história do cristianismo. Mas todos aqueles que dizem ter uma compreensão diferenciada desta doutrina são culpados por distorcê-la (F.F.Bruce) à luz da hermenêutica da conveniência. Paulo precisa ser liberto da culpa de termos hoje nas comunidades locais em todo Brasil, pessoas que voltaram a fazer uso de drogas (e si tornaram dependentes), além de alimentarem o tráfico e outras implicações decorrentes disto, simplesmente porque estas são usadas entres os indígenas dentro de um contexto cultural. Pessoas que defendem abertamente um comportamento promiscuo em nome da nova compreensão da graça, na qual a sexualidade é banalizada e sexo é feito sem compromisso, negando o legado da fé cristã (claro, sem o viés católico).



Tal compreensão da graça nada tem de novo, pois a partir de qualquer reflexão exegética que se faça de 1 Corintios 8:1 ao 11:1 compreenderemos que o slogan citado por Paulo: 'Todas as coisas me são licitas', é fala daqueles que dentro do cristianismo primitivo distorciam a liberdade em Cristo tornando-se causa de tropeço para os mais fracos na fé e pecando diretamente contra aquele que morreu por todos. Para os adeptos da graça barata o cerne da vida cristã gira em torno da quebra de tabus e não em torno de ser parecido com Cristo...Na tentativa de ressaltar suas liberdades si tornaram escravos dela , esquecendo que graça pregada por Paulo ao mesmo tempo que fazia dele o homem mais livre de todos, também escravo de todos ( Lutero). O relativismo com a comunidade da fé é demonstrado com a falta de transcedência na comunhão dos santos, onde abandona-se as reuniões em torno do Cristo para ver jogos de futebol e todas as demandas sociais são colocadas à frente do compromisso com a comunidade da fé, esquecendo-se que o próprio Jesus disse não para família biológica, porque era hora da família de Deus...



Jesus fez um grande milagre ao transformar água em vinho, entretanto com o discurso da graça, está sendo realizado um milagre ainda maior na pregação do Evangelho: estão transformando vinho em água! Creio na graça decorrente do Evangelho e não na DESGRAÇA DA GRAÇA, que tirou todo o seu encanto e paradoxo no discipulado. Como diria Stott, o equilíbrio não está em um extremo nem no outro, mas em ambos os extremos.









Para reflexão:



Existe um certo medo dentro do protestantismo-evangélico da ideia da conquista da salvação por méritos próprios, isto levou á ideia de que o cristianismo é uma religião preocupada somente com aquilo que cremos/ pensamos, e não com o que somos... Klyne Snodgrass

Enéas Alixandrino é comerciante em Belo Horizonte, dono da livraria crista TABERNACULUM E CONSULTOR DE LITERATURA CRISTA.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Alister Mcgrath - Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica




Aqui está um compendio teológico indicadissimo para quem como eu, gosta de averiguar o contexto histórico da Igreja e seus desdobramentos.
A missão deste livro é apresentar os temas básicos da teologia cristã. Ele parte do pressuposto que o leitor não têm conhecimento profundo sobre teologia em geral, assim, pode ser considerado uma excelente introdução à "tentativa de compreensão dos recursos básicos da fé, feita à luz daquilo que cada época considera como os melhores métodos". E apesar de ser uma introdução, o livro cobre os dois mil anos de debate teológico cristão.

Inclui ainda matérias filosóficas, históricas e sistemáticas da teologia, além de fornecer uma rica informação a respeito das mais variadas escolas de pensamento para cada tema abordado: um livro ímpar, indispensável e extremamente atual.
Afirmo que esse livro deveria ser lido por qualquer historiador de plantão, assim como por qualquer pessoa interessada na historia do Cristianismo sem preconceitos formatados nas universidades de viés Marxistas.
Alister Mcgrath consegue o que poucos conseguiram ao relatar a historia de todas as controvérsias dentro da Igreja Crista. Mesmo sendo um Cristão do evangelicalismo Europeu, o autor consegue ser imparcial e ao mesmo tempo real no decorrer do livro. Em seus escritos e palestrar públicas, ele promove a "teologia científica" e se opõe fortemente a corrente anti religiosa. McGrath até recentemente era professor de Teologia Histórica na Universidade de Oxford, mas agora tem assumido a cadeira de Teologia, Religião e Cultura, na King's College de Londres desde setembro de 2008. Até 2005, era diretor de Wycliffe Hall.
Graças a sua pesquisa sobre a história e teologia sistemática, Alister foi premiado em 2001 com um Doutorado em Teologia em Oxford. Nesse período, ele foi o fundador da International Society for Science and Religion (Sociedade Internacional para a Ciência e a Religião). Em 01 setembro de 2008, McGrath assumiu a cadeira de teologia, no Departamento de Educação e Estudos Profissionais do King's College, em Londres.
McGrath é um dos teólogos mais lidos do planeta. Sua obra faz referência tanto ao início do Cristianismo, com os Pais da Igreja, quanto aos evangélicos contemporâneos, como Thomas Torrance e J. I. Packer. Suas áreas de estudo incluem a história da igreja cristã, doutrinas, o diálogo entre ciência e fé, e a espiritualidade evangélica.
Otima dica de livro para quem gosta da historia da Igreja e nao tem tanto conhecimento, pois vale ressaltar que apesar de ser uma obra grande, cerca de 700 paginas, nao é um livro muito pesado teologicamente, e sim, um obra para iniciantes.

Livros do autor no Brasil:
• Religião de poder. São Paulo: Cultura Cristã, 1998;
• O Deus desconhecido. São Paulo: Loyola, 2001;
• A Vida de João Calvino. São Paulo: Cultura Cristã, 2004;
• Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005;
• Fundamento do Diálogo entre Ciência e Religião. São Paulo: Loyola, 2005;
• Um Vislumbre da Face De Deus. São Paulo: Loyola, 2006;
• Paixão pela Verdade: a coerência intelectual do evangelicalismo. São Paulo: Shedd Publicações, 2007;
• Origens Intelectuais da Reforma. São Paulo: Cultura Cristã, 2007;
• Teologia Histórica. São Paulo: Cultura Cristã, 2007;
• O Delírio De Dawkins. São Paulo: Mundo Cristão, 2007;
• O Deus de Dawkins: Genes, memes e o significado da vida. São Paulo: Shedd Publicações, 2008;
• Teologia para Amadores. São Paulo: Mundo Cristão, 2008;
• Uma Introduçao A Espiritualidade Crista. São Paulo: Editora Vida, 2008;
• Apologética Cristã no Século XXI. São Paulo: Editora Vida, 2008;
• Teologia - Os Fundamentos. São Paulo: Loyola, 2009;


Nota:10
Eduardo vaz

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Seventh Avenue - terium


Seventh Avenue é sinônimo de continuísmo musical. A banda, com vários discos lançados, mais parece o ACDC do Power metal, pois seus fans, ardorosos por sinal, sempre vibram a cada disco com a mesma pegada. Os comentários são: puts, os caras produziram outro cd com o mesmo estilo e pegada. Ai me pergunto , até onde isso é bom?
Terium foi lançado em 2008 e pode ser considerado o álbum mais maduro dos alemães que inclusive teve uma tour por terras brasileiras anos atrás. Se falarmos de QUALIDADE musical, a banda é sem duvida um ícone no estilo, pois poucas bandas de Power metal tem a pegada, a técnica , e os vocais que eles tem, mas infelizmente a mesmice fez de Terium um cd cansativo apesar de maduro. Ainda acho que as duas primeiras faixas são as melhores musicas do grupo em toda carreira, mas da terceira em diante nossa mente cansa da rotina que a banda não conseguiu quebrar no cd.

Nota :6,5

Por Eduardo vaz

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Campanha– Ciência não é contra religião!


Autores: Paulo Junio (Teismo.net) e Snowball (quebrandoneoateismo.com.br)
Nos últimos tempos, tornou-se comum um chavão feito por neo-ateu de que há uma escolha a ser feito por qualquer pessoa: ou seguir a religião ou seguir o caminho da ciência. Essa é, com certeza, uma afirmação não pensada que carece de investigação. Apesar disso, tem ganhado muitos adeptos e enganado até mesmo a alguns teístas mais despreparados.


Pensando nisso, o Teismo.net e o Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo lançam a campanha “Ciência não é contra Religião!” destacando o papel dos religiosos dentro da evolução científica, deixando claro que não há nenhuma incompatibilidade entre ser religioso e trabalhar com o método científico.


Começamos com objetivos modestos, assim como é o nosso alcance. São lançados 5 banners mostrando 5 de vários cientistas religiosos que fizeram a diferença no mundo da cosmologia, da física, da matemática e muito mais – a saber, Lemaitre, Mendel, Pascal, Ronald Fisher e Francis Collins.

Antes de tudo, um esclarecimento necessário: não lançamos estas imagens aqui com a intenção de ser um argumento para a existência de Deus – não há um argumento sólido (como pretendem alguns neo-ateus) ao dizer algo do tipo "os cientistas devem ser ateus, portanto, não há Deus", nem na sua versão oposta. Não há nexo lógico nenhum nessa afirmação assim como não há como qualquer de informação desse tipo servir de base para algum argumento para a existência ou inexistência de Deus.


Repetindo: não defendemos que isso seja um argumento para a existência de Deus. A única intenção dessas imagens é trazer à tona a verdade – que não há incompatibilidade entre ciência e teísmo. Além disso, não precisaremos ouvir mentiras de neo-ateus passando limpo ao lançarem mão de slogans do tipo "se é cientista, então é ateu".


Essas imagens terão como intenção também a divulgação do material teísta e anti-neo-ateístas, com o foco em destruir o preconceito contra os religiosos que tem nascido no Brasil e crescido cada vez mais.
Ela terá como foco também despertar os Cristãos e teístas de forma geral contra essa mansidão silenciosa de quando ficamos calados diante dos ataques contra nós.

log
para ver todas as fotos e materia, entre no blog :

http://despertaibereanos.blogspot.com/2011/02/campanha-ciencia-nao-e-contra-religiao.html

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Do coração de Deus – Ravi Zacharias




Não é de hoje que tenho uma grande admiração por esse escritor. Ravi Zacharias para mim é sem duvida o mais elucidativo escritor cristão contemporâneo, sem contar que ele é de uma riqueza e simplicidade impar em nosso meio.
Do coração de Deus é um de seus livros mais poderosos, uma vez que numa mesma sacada ele aborda as maiores questões, tanto da experiência crista cotidiana, como da apologética e filosofia sob perspectiva cristã.
Esse é um daqueles livros que não ferem em nada nossa ortodoxia, e posso indica-lo em 100% das idéias do autor. Algumas partes Ravi parece estar tão ligado á nossa realidade como igreja ( com princípios bem estabelecidos ) que parece um de nossos pastores.Volto a dizer: INDICADISSIMO ESSE LIVRO !!!!
O Livro dentre tantas coisas, ajuda:
• encontrar uma razão para nossa dor
• acalmar nossa consciência culpada
• encontrar liberdade no prazer
• ser confortado na solidão
• conhecer verdadeiramente Deus
• viver uma fé constante

Quem é dado mais a livros com abordagens apologeticas adorara porque em todas as experiencias do autor ele faz uma apologetica da pratica crista vivendo num mundo que deu as costas para Deus. Neste livro, aprendemos como Deus responde profundamente a todo grito do coração humano. Aqui temos a alegria maravilhosa de sermos afirmados em nossa individualidade, e de saber que temos para Ele um valor sem igual. Aqui encontramos contentamento e encorajamento para viver uma vida plena de esperança e de confiança.

Sobre o autor:
Ravi Zacharias nasceu na Índia. Estudou na Trinity Evangelical Divinity School, em Deerfield, Estado de Illinois, e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. É autor de Pode o Homem Viver sem Deus?, publicado pela Editora Mundo Cristão e de Deliver Us from Evil (Livra-nos do Mal). Tem feito palestras sobre a questão da existência de Deus em diversas universidades, como Harvard e Princeton, e em mais de 50 países. É casado com Margie e tem três filhos: Sarah, Naomi e Nathan.

Por Eduardo vaz

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Stryper - the covering





'The Covering', é o nome do novo álbum da banda norte-americana de Hard Rock Stryper. O disco traz uma seleção de clássicos do Hard Rock e Heavy Metal que influenciaram a formação do grupo. Entre os selecionados estão Judas Priest, Ozzy Osbourne, UFO, Black Sabbath, Iron Maiden, entre outros. Além da faixa inédita "God".
Sei que todas as bandas homenageadas pelo Stryper tem uma incontável contribuição musical no mundo do rock/metal, porem ao saber desse álbum fiquei um tanto surpreso , aliás se tratava do ícone cristão tocando musica com conteúdo não cristão. Pensei!!! Bom, são musicas lindas, e as letras não são ruins num sentido a ofender a fé dos caras, alem disso, com certeza essas bandas são mesmo as que influenciaram não só stryper , mas a maioria das bandas do mundo. O que seria do metal sem: Deep Purple, sabbath e Led Zeppelin? Nada mais justo do que homenagea-los com covers tão bem feito.
O cd é todo bom e otimamente bem escolhido em seu repertorio, so ouvindo para vc ter idéia de Michael Sweet cantando coisas como, blackout dos alemães Scorpions, Highway star dos ingleses do Deep Purple , e a linda, se não a melhor do cd, heaven and hell do antigo Black Sabbath.
Você que vem da cena rock está convidado a escutar esse cd e se deliciar, mas não quero com isso, que alguns cristão contaminem suas consciências que foram programadas a não escutar musica não crista. Ninguém sem fé deve romper com sua conciencia.



Track List:

01. Set Me Free [Sweet Cover] (3:45)
02. Blackout [Scorpions Cover] (3:57)
03. Heaven and Hell [Black Sabbath Cover] (6:11)
04. Lights Out [UFO Cover] (3:44)
05. Carry on Wayward Son [Kansas Cover] (5:15)
06. Highway Star [Deep Purple Cover] (5:44)
07. Shout It Out Loud [Kiss Cover] (3:14)
08. Over the Mountain [Ozzy Osbourne Cover] (4:20)
09. The Trooper [Iron Maiden Cover] (3:52)
10. Breaking the Law [Judas Priest Cover] (3:01)
11. On Fire [Van Halen Cover] (3:07)
12. Immigrant Song [Led Zeppelin Cover] (2:17)
13. God (4:54)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Como deveríamos ver a diversão como cristãos?




O ensaísta inglês F.W.Boreham teve um entendimento notável sobre algo que faz de nós cristãos um povo ainda confuso na sua percepção de ver o prazer como maldição da carne, e a indulgencia rebelde daqueles que buscam o prazer e o divertimento como fins em si.vejamos o que ele disse com rara percepção :

“O riso , a alegria e o divertimento estavam obviamente destinados a ocupar um vasto espaço no mundo. A igreja , porém, nunca demonstrou , em outro assunto , tanto constrangimento e confusão. É quase possível supor que descobrimos aqui uma fase importante da experiência humana sobre a qual o Cristianismo é criminosamente reservado ; uma “terra incógnita”que nenhum profeta intrépido explorou ; um mar silencioso que nenhum explorador de igrejas navegou ; um país sombrio e misterioso que o sol nunca iluminou. O Dr.Joweet fala-nos de um velho devoto escocês , que no sábado á noite trancava o piano e destrancava o órgão , invertendo o gesto no domingo á noite. O piano é o pecador, o órgão é o santo !!! O Dr.Packer menciona outro que via o jogo da bagatela como presente dos Céus mas considerava o bilhar como caminho da perdição . Condenamos a peça de teatro , é anathema. Mas a mesma peça – ou alguma bem pior – levada para a tela de cinema, admiramos deliciados. Um cristão cai na gandaia, outro veste um camisolão em penitencia e passa fome até parecer um esqueleto. Um vê a vida como uma brincadeira . o outro a vê como um funeral.... balançamos como um pendulo , da indulgencia dos epicuristas para a severidade dos estóicos , deixando de reconhecer , como o autor de ECCE HOMO , que é a gloria do Cristianismo rejeitar os absurdos de cada vertente e combinar as excelências principais de ambas. Permitimos sem saber por que permitimos e proibimos sem saber porque proibimos. Nós compomos com os pecados pelos quais temos inclinação , e condenamos aqueles que nada nos dizem. Navegamos sem mapa nem bussola. Nossa teorias sobre o prazer são uma confusão irremediável. Não existe uma doutrina definida do divertimento, uma filosofia da alegria? Deve haver, e há!!!!”